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Curso de Hebraico

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As parashiót da semana

Cada Shabat o Eterno nos traz conhecimentos profundos de sua vontade refletido na vida de nossos patriarcas, do povo de Israel nos trazendo a revelação do Mashiach.

Nossas festas e Dias solenes

Sempre reunidos para celebrar as mitsvót, os mandamentos da Toráh que o Eterno nosso D'us nos ordenou como sombras dos bens futuros. Grandes revelações nos são manifestadas que nos apontam a Yeshua nosso Rei.

O Judaísmo messiânico e o Acharít hayamim

É de suma importância observar os tempos e como devemos nos portar nesses últimos dias. Como testemunhas de Yeshua nesses tempos que nos mostram que o Templo já está as portas e o cenário mundial se prepara para o fim.

Significado da Prece ... תפילה

Significado da Prece ... תפילה




A palavra hebraica Tefiláh é geralmente traduzida para outros idiomas pelas palavras “prece” ou “oração”, mas esta não é uma tradução fiel, pois fazer uma prece significa pedir, suplicar, implorar e termos semelhantes, para os quais existem diversas palavras hebraicas que transmitem este sentido com maior precisão.
As preces cotidianas não são simples "bakashót-pedidos" dirigidos a D’us para prover as necessidades do dia-a-dia e nada mais. Tais pedidos também são incluídos nas orações, mas na realidade as preces são muito mais do que isso.

Por que rezamos?

A prece é um mandamento de D’us. Ele ordenou que dirigíssemos nossas preces a Ele tão-somente. Em tempos de atribulação devemos nos voltar para D’us em busca de ajuda; em tempos de bem-estar devemos expressar nossa gratidão; e quando tudo vai bem conosco devemos ainda orar a D’us, todos os dias, para que Ele continue a nos mostrar Sua benevolência e nos conceda nossas necessidades.

Por que devemos orar a nosso Pai; não sabe Ele melhor do que nós mesmos, quais são nossas necessidades? Não é D’us, pela Sua própria natureza, bom e benevolente e sempre disposto a nos ajudar? Afinal de contas, os filhos não “rezam” aos pais que os amam para que os alimentem, os vistam e os protejam; por que então deveríamos orar a D’us por estas coisas?

Como todos os outros mandamentos-mitsvót que D’us nos ordenou cumprir, não por Ele, mas por nós, Ele nos mandou orar a Ele pelo nosso bem. D’us não precisa de nossas preces, mas nós não podemos ficar sem elas. É bom para nós mesmos reconhecer nossa dependência de D’us para a vida: a saúde, o pão de cada dia e o bem-estar em geral. Devemos fazê-lo todos os dias e repetidamente. Devemos recordar freqüentemente de que nossa vida e felicidade são um presente do Criador misericordioso. D’us não nos deve nada; no entanto, Ele nos dá tudo.

Devemos tentar agir da mesma forma em relação aos nossos semelhantes; ajudá-los com amor e sinceridade. Devemos expressar nossa gratidão a D’us, não com palavras apenas, mas através de atos, obedecendo Seus mandamentos-mitsvót e seguindo Sua orientação através da Torá e do cumprimento das mitsvot, preceitos.

Mesmo em tempos de tribulação não desesperaremos, pois sabemos que, de alguma forma, o que quer que nos aconteça é para o nosso bem, em forma de uma bênção disfarçada.

Hasulám ... A escada.                          

Nossos sábios declaram que a escada que o Patriarca Yaacov (Jacó) viu em sonho, com anjos de D’us “subindo e descendo por ela”, era também o símbolo da oração. Uma escada que “se apoiava na Terra e alcançava o Céu”, significa que D’us mostrou a Yaacov  que a prece é como uma escada que liga a Terra ao Céu, o ser humano a D’us.
As significativas palavras da prece e as boas resoluções que evoca são transformadas em anjos que sobem a D’us que, por Sua vez, envia anjos com bênçãos de volta. É por isto que Yaacov  viu no seu sonho anjos que “subiam e desciam”, embora fosse de esperar que anjos descessem primeiro para depois subir.

Por que oramos?”  é apenas o primeiro degrau da “escada” da prece. Num nível mais alto, a oração tem a ver com assuntos mais elevados do que as necessidades materiais de todos os dias.

A palavra hebraica tefilá deriva do verbo palel (julgar). Usamos o verbo reflexivo lehitpalel (orar) que significa também se auto-julgar. Assim, a hora da prece também é a hora do auto-julgamento e da auto-avaliação.
Se a pessoa se dirige a D’us e pede Suas bênçãos, tem inevitavelmente, de perscrutar seu coração e se examinar para verificar em que altura está dos padrões de conduta que D’us prescreveu para o homem.
Enfatizamos nas preces a infinita bondade e misericórdia de D’us e oramos a Ele que conceda os desejos do nosso coração, não porque o mereçamos, mas apesar de não o merecermos



Avodá ... serviço.

Num nível ainda mais elevado, a prece se torna Avodá (serviço). A Torá nos ordena “servir a D’us com o coração” e nossos sábios questionam: “Que espécie de serviço é o ‘serviço do coração’?” E respondem: “É a prece.” Neste sentido, a prece significa a purificação do coração e de nossa natureza.

O sentido simples de avodá é trabalho. Trabalhamos com material cru e o convertemos em produto refinado e acabado. Removemos as impurezas e o transformamos em algo útil ou belo. Do mesmo modo, cada judeu está cheio de maravilhosos tesouros de caráter como recato, bondade e outros traços positivos naturais. Mas, às vezes, estão soterrados e cobertos por “solo” e “poeira” que devem ser removidos.

Falamos de uma pessoa de bom caráter como “refinada” ou de caráter “refinado”. Implica em um grande esforço superar coisas como orgulho, ira, ciúmes e traços negativos semelhantes. Tefilá, no sentido de avodá, é a refinaria na qual as impurezas de caráter são removidas. Estes maus traços de caráter provêm da alma animalesca do homem e são naturais a ela. Mas somos dotados de uma alma Divina que é uma centelha da própria Divindade e o repositório de todas as maravilhosas qualidades que tornam o homem superior aos animais.
Durante a prece, a alma Divina fala a D’us e até a alma animal se enche de santidade. Tornamo-nos cientes das coisas que são verdadeiramente importantes.
Mesmo quando oramos por vida, saúde e sustento, pensamos nestas coisas no seu sentido mais profundo: uma vida digna de ser chamada vida; saúde não só física, mas sobretudo espiritual; sustento, aquilo que realmente nos sustenta neste mundo e no Vindouro: a Torá e mitsvot.


Tefilá ...  ligação .                     

O nível mais alto na “escada” da prece é alcançado quando ficamos tão inspirados a ponto de não desejar mais nada a não ser o sentimento de ligação com D’us. Neste nível, tefilá se relaciona ao verbo usado na Mishná (codificação da Lei Oral), tofel, (ligar, juntar).
Nossa alma é uma parte da Divindade e por isso almeja ser reunida e reabsorvida pela Divindade, assim como uma pequena chama é absorvida quando colocada perto de uma chama maior. Podemos não nos dar conta deste desejo de ligação, mas não obstante ele existe.
Na verdade, a alma é “a vela de D’us”. A chama de uma vela é inquieta e tenta subir, como que procurasse se arrancar do pavio e do corpo da vela, pois tal é a natureza do fogo: forcejar para o alto. A alma também se dirige para o alto como a chama de uma vela. Tal é a sua natureza, quer estejamos cientes disto ou não.
Esta é também uma das razões por que um judeu balança o corpo involuntariamente quando reza, pois a prece é o meio pelo qual nos ligamos a D’us, com uma profunda ligação de “espírito para espírito” e, ao fazer isto, a alma, como que se eleva para o alto para se reunir com D’us.
A prece é como uma escada de muitos degraus. Para chegar ao topo é preciso começar em baixo e ir subindo com perseverança. Para sermos capazes disto, as preces foram profeticamente compostas por profetas e sábios da antiguidade e organizadas também como uma escada, guiando-nos gradativa e firmemente para uma inspiração e elevação cada vez maior e mais significativa.

Origem das preces ...

A Lei Judaica nos orienta sobre o dever de orar três vezes ao dia: de manhã, à tarde e após o anoitecer chamadas Shacharit (Matinal), Minchá (Vespertina) e Arvit (Noturna).

Nossos sábios nos contam que o costume de orar três vezes ao dia foi originalmente introduzido pelos Patriarcas: Avraham (a Prece da Manhã), Yitschac (a Prece da Tarde) e Yaacov (a Prece da Noite).
Nós, os filhos de Avraham, Yitschac e Yaacov, herdamos três qualidades de nossos Patriarcas, respectivamente: a bondade e amor com que se distinguiu Avraham; justiça e reverência de Yitschac e virtude da verdade e misericórdia de Yaacov. Isto nos capacita a servir a D’us e dirigir-Lhe as preces com amor, temor (reverência) e misericórdia.

Quando a Torá nos foi outorgada no Monte Sinai, um modo de vida foi para nós estabelecido por D’us. Torá quer dizer “ensinamento”, “instrução”, “orientação”. A Torá nos ensina como devemos viver em cada momento e detalhe da nossa vida. Ela contém 613 mandamentos. Entre eles está o mandamento de “servir a D’us com todo nosso coração e toda a nossa alma”. Como é que servimos a D’us com o nosso coração? Elevando nossas preces, rezamos, tememos e amamos D’us.
Durante os primeiros mil anos, mais ou menos, desde o tempo de Moshê (Moisés), não existia uma ordem estabelecida para as orações. Cada pessoa tinha a obrigação de orar a D’us todos os dias, mas a forma da prece e quantas vezes por dia deveria rezar, ficava a critério de cada um.
Existia entretanto uma ordem de serviço estabelecida no Templo Sagrado ligada aos sacrifícios diários de manhã e ao entardecer, enquanto que o sacrifício da tarde se estendia pela noite adentro. Nos dias especiais, como Shabat, Rosh Chodesh (o primeiro dia do mês) e Yom Tov (Festas Judaicas), havia também sacrifícios de Mussaf (adicionais). Desta forma, talvez fosse costume que alguns judeus orassem três vezes ao dia, a sua própria maneira, de manhã, ao entardecer e à noite. O rei David, por exemplo, declarou que rezava três vezes ao dia. O profeta Daniel (na Babilônia) também orava três vezes por dia, com a face voltada a Jerusalém.

Depois que o Templo Sagrado foi destruído e os judeus levados ao cativeiro na Babilônia, continuaram a se reunir e orar em congregação. Mas durante os anos do exílio, faltou às crianças, que nasceram e se criaram na Babilônia, um conhecimento adequado da língua hebraica e falavam um idioma misto. Por isso, quando os judeus voltaram a sua pátria, após setenta anos de exílio, Ezra, O Escriba, junto com os homens da Grande Assembléia, formada por cento e vinte profetas e sábios, fixaram os textos das preces cotidianas entre as quais a Amidá, composta por dezoito bênçãos, e estabeleceram como instituição permanente e norma da vida judaica o dever de recitar esta prece três vezes ao dia.

Desta forma, as partes principais das preces diárias foram formuladas pelos nossos sábios incluindo o Shemá e a Amidá, que ainda continuam sendo as partes principais das preces da manhã e da noite, enquanto a Amidá é a parte principal também do serviço de Minchá.

O Cântico do Dia (de Tehilim, Salmos) entoado pelos leviim (levitas) no Bet Hamicdash, Templo Sagrado, tornou-se parte da oração matinal. Outros Salmos de David foram incluídos no serviço da manhã e bênçãos especiais foram acrescentadas antes e depois do Shemá.
Ao tempo em que a Mishná foi registrada por escrito por Rabi Yehudá hanassí - o Príncipe (por volta do ano 3910 da Criação – uns 500 anos depois de Ezra), especialmente ao tempo em que o Talmud foi concluído (uns 300 anos depois, ou cerca de 1500 anos atrás), a ordem básica das nossas preces, tal como as conhecemos agora, estava formulada.


Sidur...

O sidur é o nosso livro de orações tradicional, contendo as três preces diárias e também as de Shabat, Rosh Chôdesh e Yom Tov. Sidur significa ordem, pois no sidur encontramos as orações na sua ordem apropriada e pré-fixada. Ás vezes, por questão de conveniência, as orações de Shabat e de Rosh Chôdesh podem ser impressas em um volume à parte. As preces de Rosh Hashaná e Yom Kipur são geralmente impressas em volumes separados chamados Machzor (ciclo). Às vezes, as preces para as Três Festas de Peregrinação – Pêssach, Shavuot e Sucot – também são impressas em volumes separados.

O mais antigo sidur que chegou até nós é de Rav Amram Gaon, chefe da Yeshivá de Sura, na Babilônia, cerca de 1100 anos atrás. Ele o preparara atendendo ao pedido dos judeus de Barcelona, Espanha. Este sidur contém a ordem das orações para o ano inteiro, incluindo algumas leis referentes às preces e costumes. Foi copiado e usado não só pelos judeus da Espanha, mas também da França e da Alemanha. E foi de fato o livro padrão de orações para todas as comunidades judaicas. 

O Sêder Rav Amram Gaon permaneceu em forma manuscrita durante cerca de mil anos até que foi impresso, pela primeira vez, em Varsóvia, em 1865.

Rav Saadiá Gaon, que foi chefe da Yeshivá de Sura, menos de cem anos depois de Rav Amram Gaon, organizou um sidur para os judeus dos países árabes com explicações e instruções em árabe.

O Rambam (Rabi Moshê ben Maimon – Maimônides) em seu famoso livro Mishnê Torá, Código da Lei Judaica, também preparou a ordem das preces para o ano inteiro, inclusive a Hagadá de Pêssach.

Mais um dos sidurim antigos é o Machzor Vitri, composto por Rabi Simchá Vitri, um discípulo de Rashi, um dos maiores e mais consagrados comentaristas, e completado no ano 1208.


Nussách... costume.

O nussach, texto ou forma, é as vezes usado no sentido de costume ou rito. Ao abrirmos um sidur, encontraremos na primeira página uma indicação sobre a qual nussach ele pertence: Nussach Sefarad (espanhol), Ashkenaz (alemão), Polin (polonês), Nussach Ari (organizado de acordo com Rabi Yitschac Luria), etc.

Deve-se compreender que em todos estes diversos sidurim o corpo principal das preces é o mesmo, mas há certas diferenças na ordem de algumas orações, pequenas modificações também no texto de algumas.

De acordo com a explicação do Maguid de Mezeritch (discípulo e sucessor do Báal Shem Tov), existem ao todo treze costumes. Cada um representa um grupo ou portal. O Rabi Yitschac Luria compôs um nussach de portal geral, através do qual qualquer judeu pode entrar e chegar à presença de D’us.

O primeiro sidur impresso foi o Nussach Romi (dos judeus italianos) em Soncino (Itália) em 1486. O primeiro sidur Nussach Ashkenaz foi impresso em Praga em 1513 (e a segunda parte em 1516) e o primeiro Nussach Sefarad em Veneza, em 1524. Com o passar do tempo outros sidurim foram impressos de acordo com os costumes poloneses, romenos, balcânicos e de outros países.

Quando Rabi Yitschac Luria organizou o sidur de acordo com a Kabalá, muitas comunidades o adotaram e uma nova série de Sidurim Nussach Ari foi impressa. Os impressores nem sempre eram bastante cuidadosos com a impressão e, não raro, aconteciam erros. 
Finalmente, o ilustre Rabi Shneur Zalman de Liadi, talmudista e cabalista, examinou cerca de sessenta sidurim diferentes e recompôs um nussach de acordo com o Nussach Ari original, que ficou conhecido como Nussach Chabad.

Qualquer que seja o nussach tradicional seguido, é sagrado e aceitável por D’us.

O importante é rezar com devoção, amor, reverência e misericórdia.


       

      ........................................................................................ Rosh Shneor Reuel ( Rosh Luciano)
...................................................................................................................................................................... ראש שניאור ראואל
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Por que o Arrebatamento pré-tribulacionista não existe?

Por que o Arrebatamento pré-tribulacionista não existe?


Introdução...

A doutrina do arrebatamento pré-tribulacionista é uma doutrina cristã tardia que tem ameaçado o verdadeiro entendimento bíblico. Esta doutrina cristã só teve início no século dezenove. O objetivo deste artigo é provar que a doutrina do arrebatamento pré-tribulacionista é:

1 – Uma invenção moderna do Cristianismo que NÃO TEM NENHUMA raiz bíblica nem judaica de qualquer tipo;
2 – Uma doutrina que vai totalmente contra as Escrituras;
3 – Uma doutrina de “paz e segurança” que pode futuramente vir a destruir a fé de muitos.

Onde se encontra o nível Peshát (nível literal de interpretação)?

Um dos maiores problemas com a doutrina cristã do arrebatamento pré-tribulacionista é que já de cara fere a Midrásh. Segundo a Midrásh, que é o sistema mais antigo de interpretação das Escrituras, um texto nunca perde o seu Peshát (literal). Contudo, esta doutrina em particular não tem base de Peshát. Apesar dos pré-tribulacionistas frequentemente alegarem que as suas crenças são baseadas numa leitura simples e literal das Escrituras, o fato é que uma leitura literal das Escrituras é incapaz de produzir uma crença no arrebatamento pré-tribulacionista.

Sem base bíblica...
Até mesmo Hal Lindsey, o mais famoso defensor do pré-tribulacionismo, admite que a sua crença não se baseia no sentido simples e literal das Escrituras. Lindsey admite que ele não consegue “mostrar nenhum versículo que diga claramente que o arrebatamento ocorrerá antes… da tribulação.” (O Arrebatamento por Hal Lindsey pág. 32). Ao invés disto, Lindsey alega que “o pré-tribulacionismo é amplamente baseado em argumentos de inferência e silêncio.” (ibid p. 31)
Se o pré-tribulacionismo não vem de um entendimento do Peshát das Escrituras, devemos então nos perguntar de onde ele se originou, e porque tanta gente acredita nisto?

O Dispensacionalismo: uma heresia gerando outra heresia...
Durante as décadas de 1820 e 1830, um teólogo cristão chamado John Darby (fundador da Irmandade de Plymoth) desenvolveu uma nova teologia sistemática chamada Dispensacionalismo. Esta doutrina desde então tornou-se muito popular no Cristianismo. É fato incontestável que o Dispensacionalismo não existiu até o século dezenove. Não tem nenhuma raíz judaica e não existia nem mesmo no Cristianismo até o século em questão.

A origem de uma grande mentira...

Como a maioria dos teólogos do século XIX, John Darby era antinomiano, isto é, acreditava que a Lei de Moshé (Moisés), ou seja, a Torah do Eterno, tinha desaparecido na cruz. Darby se sentia incomodado com os sérios problemas trazidos por esta doutrina. Darby percebeu que durante os sete anos da última semana profética de Daniel, os sacrifícios estariam sendo feitos no Templo. Como a Lei de Moshé (Moisés) estava CLARAMENTE sendo cumprida durante os sete anos da tribulação, Darby concluiu que a Lei voltaria a ter validade no início da tribulação. 
Esta linha de raciocínio fez Darby segregar as histórias bíblicas e proféticas em períodos compartimentadas.
Darby teorizou que a “período da Lei” tinha acabado na cruz e que o “ período da graça” ou “período da igreja” tinha começado na cruz. Então com a tribulação, o “período da Lei” volta e o “período da graça” termina. Isto criou um problema grande para a teoria de Darby. Como poderia o “período da Lei” retornar se a igreja ainda estaria na terra? Darby achava que no “período da Lei” o Eterno lidava com Israel e na tribulação o Eterno voltaria a lidar com Israel. Então o que aconteceria com a igreja? Certamente que a igreja não sairia do “período da graça” pra voltar pra Lei de Moshé (Moisés). Como conseqüência desta linha de raciocínio absurda, Darby adotou a idéia de um arrebatamento pré-tribulacionista que havia se tornado tão popular entre os Irvingitas.
Esta idéia dizia que a Igreja sairia da terra no início da tribulação, deixando Israel pra trás para sofrer na tribulação durante o período da “volta da Lei”. Darby agora tinha um outro problema: se a igreja fosse arrebatada deixando Israel pra trás, o que dizer dos judeus crentes? Eles seriam arrebatados juntamente com a Igreja ou ficariam para trás com Israel? Darby inventou outra solução completamente louca: a dicotomia Igreja/Israel. Esta teoria ensinava que um judeu que se tornava crente no Messias passava a fazer parte da Igreja e não era mais parte de Israel. Como resultado disto, ninguém poderia ser parte tanto da Igreja quanto de Israel. Segundo esta teoria, judeus crentes deixariam de ser judeus e se tornariam parte da Igreja, que ele ensinava conter pessoas que não eram nem judeus nem gentios.

Portanto, as três mentiras que se tornaram pilares do Dispensacionalismo são:

1 – A Lei não seria para hoje;
2 – O arrebatamento pré-tribulacionista;
3 – A dicotomia Igreja/Israel.

Obviamente que judeus messiânicos não podem aceitar nem a número 1 nem a número 3. A número 2 só seria necessária por causa de uma crença na número 1. A número 2 não funciona sem a número 3, que foi criada para resolver os problemas da número 2. Como resultado, o Judaísmo messiânico é incompatível com o Dispensacionalismo. Dois de seus três pilares fundamentais não são compatíveis com a teologia bíblica original, adotada pelo movimento judaico messiânico. Além disto, o único pilar remanescente não se sustenta sozinho. Quando examinada à luz da Bíblia, toda a estrutura do Dispensacionalismo é destruída.

Quantas vindas do Mashíach-Messias de Israel?
O Tanách (Primeira Aliança) aponta claramente para duas vindas do Messias: uma como servo e outra como rei. Contudo, fica evidente que os acreditam no arrebatamento-prematuro vão contra as Escrituras por crerem em três vindas do Messias. Uma vez que o retorno do Messias tem sido entendido por séculos como sendo a “Segunda Vinda do Messias”, os que crêem no arrebatamento-prematuro devem mudar a expressão acima para “Terceira Vinda do Messias” ou insistir, como a maioria faz, de que o arrebatamento-prematuro não é de fato uma vinda do Messias, é algo secreto.
Se a teoria do arrebatamento-prematuro fosse verdadeira, então as Escrituras deveriam ensinar sobre um “aparecimento” pré-tribulacionista do Messias que não é uma “vinda do Messias” propriamente dita, seguida de uma “vinda do Messias” após a tribulação. E mais: as Escrituras não poderiam identificar a Chatifá (arrebatamento)  como se referindo à “vinda” do Senhor”. Não deveríamos também esperar que a vinda pós-tribulacionista do Messias fosse chamada de “aparecimento”.

Agora vamos examinar estas mentiras à luz das Escrituras:

“Conjuro-te diante de Elohim e do Mashiach Yeshua, que há de julgar os vivos e os mortos, pela sua vinda e pelo seu reino” (Igéret hashení leTimótios - II Tim. 4:1).

Aqui vemos claramente que no final da tribulação e no início do Reino teremos a vinda do Messias.

“assim também o Mashiach, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.” (Él haivriim -Hebreus 9:28).

Aqui o texto fala claramente da vinda pós-tribulacionista do Messias. Se o arrebatamento-prematuro estivesse correto, este texto deveria dizer “aparecerá uma terceira vez” .

“Portanto, irmãos, sede pacientes até a vinda de Senhor.” (Igéret Yaakov-Tiago 5:7a).

Este texto nos instrui claramente que a nossa esperança deve ser na vinda do Senhor, e não em um “aparecimento do Senhor”.

“Dizemos-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem. Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som do shofar de Elohim, e os que morreram no Mashiach ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.” (Igéret harishoná laTessalunikim - I Tess. 4:15-17)

Esta é a passagem que fala do arrebatamento. Mas esta passagem também se refere à “vinda do Senhor” e não de um aparecimento. Vemos portanto que a teoria do arrebatamento-prematuro que crê em “três vindas” ou em “duas vindas e um aparecimento” do Messias é completamente contrária às Escrituras, que falam apenas de duas vindas do Messias.

O ladrão na noite...
Um dos chavões dos pré-tribulacionistas é a expressão “ladrão da noite” . Os pré-tribulacionistas usam este termo para descrever o arrebatamento-prematuro como um “arrebatamento secreto” no qual a Igreja é removida da terra secretamente. Isto, contudo, é tirar a expressão completamente de seu contexto e usá-la erradamente. A parábola do “ladrão da noite” é uma das diversas parábolas contadas por Yeshua (vide Mt. 24:42-51) e é mencionada em três outros lugares: I Tess. 5:2-10
II Kefah (Pedro) 3:10, Ap. 3:3 e 16:15). Uma análise verídica desta expressão tal qual é usada nas Escrituras revela justamente o extremo oposto a um arrebatamento pós-tribulacionista.

Primeiramente vamos analisar a parábola em si. Eis o texto de Mt. 24:42:
 
“Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor; sabei, porém, isto: se o dono da casa soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Por isso ficai também vós apercebidos; porque numa hora em que não penseis, virá o Filho do homem.”

Existe um grande número de elementos importantes nesta parábola. Primeiramente devemos perceber que o “ladrão” nesta parábola refere-se ao Messias. Contudo, o ladrão nesta parábola não está “roubando a igreja do mundo” (isto seria absurdo), mas sim o termo ladrão é usado para identificar que o Messias virá num momento inesperado. Em segundo lugar, percebemos claramente que a chamada “igreja” não estava esperando que Ele viesse naquele momento. E finalmente é extremamente significativo que o ladrão vem num momento posterior, no qual a “igreja” é esperada e é encontrada dormindo (vide Matitiyáhu-Mateus 25).

O sono da Apostasia nos últimos dias...
Ao longo das Escrituras, vemos que “dormir” é um eufemismo para apostasia (vide Yeshayáhu-Isaías 29:10 e Romanos 11:8). A parábola do ladrão da noite é parte de uma seção das Escrituras que começa em Mt. 24:42 e termina em Mt. 25:13, onde Yeshua ilustra o fato de que o Messias virá mais tarde do que o esperado e pegará o povo dormindo pois esperava que ele viesse antes. Este tema é primeiramente apresentado por Yeshua no versículo 42. Depois em Mt. 24:43 Yeshua dá a parábola do ladrão da noite. Então no versículo 44 Yeshua reforça o tema. Em Mt. 24:45-51 Yeshua dá a parábola do “servo fiel e prudente” . Nesta parábola o Messias também vem depois do esperado pelo servo (versículos 48 e 50) para encontrar um servo apóstata (versículos 48-49). Finalmente, Yeshua dá a ilustração das “dez virgens” (Mt. 25:1-12) na qual o noivo vem depois do que as virgens esperavam. As virgens (somente cinco delas) são nitidamente crentes, pois cinco delas têm óleo na lâmpada. O noivo vem e encontra as virgens dormindo. Apesar de muitas delas ainda terem óleo nas lâmpadas, elas pensaram que o Messias viria antes e caíram no sono da apostasia.

O Grave perigo da mentira pré-tribulacionista...
Ao contrário de ensinar um arrebatamento pré-tribulacionista, esta seção das Escrituras nos avisa que muitos do povo esperarão pelo Messias antes dEle vir (pré-tribulacionismo) e que quando o Messias na realidade vem após a tribulação, isto é, depois do esperado, eles caem em apostasia. Os pré-tribulacionistas têm sido enganados dentro do Cristianismo de que a Bíblia ensina que o Messias os resgatará da tribulação antes da mesma acontecer. Quando a tribulação chegar e eles perceberem que isto não ocorreu, muitos perderão a fé e acharão que o Eterno desistiu deles, e por isto não foram arrebatados. Ou ainda pior: que as Escrituras mentiram. Ou seja, a decepção deles os fará se desviarem: cairão no sono da apostasia.

Em Sefer Hitgalút-Apocalipse 3:3 lemos:
“Lembra-te, portanto, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. Pois se não vigiares, virei como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.”

Esta passagem claramente se refere ao texto de Mt. 24:42-44. Aqui o Messias está se referindo à comunidade de Sardis (ou seja, crentes genuínos) e indica que Ele virá em um momento em que a comunidade não espera.

A implicação da expressão “se não vigiares…” é a de que o Messias virá após a tribulação, ou seja, depois do esperado e encontrará crentes dormindo/apóstata.


O grande Shabát, o Milênio, e a vinda do ladrão na noite...

Em II Kefah (Pedro) 3:10 lemos:
“Virá, pois, como ladrão o dia de Adonay, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se dissolverão, e a terra, e as obras que nela há, serão descobertas.”
Aqui, o “dia” em questão refere-se ao dia de 1000 anos do Reino do Milênio, o Shabát hagadól (vide II Pe. 3:8; Sl. 90:4; Ap. 20:2,7). Este “dia de 1000 anos” começa com a segunda vinda do Messias (Ap. 19:11 20:2) e termina com a destruição da terra por fogo (Ap. 20:7-21:1). Aqui a expressão “o dia do Senhor virá como um ladrão” (II Pe. 3:10) definitivamente se refere à segunda vinda do Messias e ao final da tribulação e ao início dos 1000 anos. Este não é um “ladrão” que virá sorrateiramente e em silêncio. É um “ladrão” que fará os céus se passarem com um “rugido”.

Em Sefer Hitgalút-Apocalipse. 16:15 lemos:
“Eis que venho como ladrão. Bendito aquele que vigia, e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua nudez.”

Esta passagem ocorre no contexto dos eventos do dia de 1000 anos mencionado acima. Além disto, esta passagem também reflete um ladrão que chega depois do esperado e encontra um povo apóstata.

O alerta de ráv.Shaúl (Paulo)... sobre a apostasia dos últimos dias.

Finalmente em Igéret harishoná laTessalunikim - 1 Tess. 5:2-10 lemos:
“porque vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como vem o ladrão de noite; pois quando estiverem dizendo: Paz e segurança! então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que aquele dia, como ladrão, vos surpreenda; porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas; não durmamos, pois, como os demais, antes vigiemos e sejamos sóbrios. Porque os que dormem, dormem de noite, e os que se embriagam, embriagam-se de noite; mas nós, porque somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação; porque Elohim não nos destinou para a ira, mas para alcançarmos a salvação por nosso Senhor Yeshua HaMashiach, que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele.”

Agora na leitura desta passagem devemos relembrar a passagem do ladrão da noite, à qual esta passagem claramente faz alusão. Vemos aqui uma profecia sobre o surgimento da heresia do pré-tribulacionismo! Aqui aprendemos que os que apostatarem da fé ficarão entorpecidos pela doutrina da “paz e segurança” e vão cair em apostasia quando o Messias não chegar tão breve quanto o esperado mas ao invés disto vier sobre eles a “repentina destruição” é uma possibilidade – algo que eles aparentemente acreditavam que iriam “escapar”. Neste ponto eles parecem ter caído no sono da apostasia. Muitos deixarão a fé quando os pré-tribulacionistas ficarem desapontados ao perceberem que entraram na tribulação ao invés de escapar dela em um “arrebatamento pré-tribulacionista”.
 Mas espere! Veja I Tess. 5:1! Esta seção inteira das Escrituras se refere ao momento em que acontecerá o arrebatamento de I Tes. 4:16-18. Na realidade, este capítulo muda de I Tess4:18 para 5:1 no meio de um parágrafo!

O ladrão na noite e os dias Nôach – Noé...

A referência à parábola do ladrão da noite em I Tess. 4:16-5:10 também é muito importante por outro motivo. Esta referência nos dá um certo contexto para o acontecimento do “arrebatamento” de I Tess. 4:1617. A parábola do ladrão da noite em Mt. 24:43 acontece num grande segmento de Matitiyahu- Mateus (Mt. 24:29-25:46) o qual claramente discute a vinda do Messias após a tribulação (Mt. 24:29). O ladrão da noite de Mt. 24:42-44 vem num momento que é como “os dias de Noach (Noé)… antes do dilúvio” (Mt. 24:37-41 com Mt. 24:42-51). Lucas também discute este tempo como os dias de Noach / Noé (Mt. 24:37-41 = Lc. 17:26-36). Lucas continua dizendo que aqueles que são “levados” em Mt. 24:37-41 = Lc. 17:26-36 serão consumidos por aves de rapina (vide Lc. 17:37 = Mt. 24:28). Estes homens consumidos por aves de rapina serão aqueles que se levantarão contra Israel e serão destruídos na segunda vinda (vide Ap. 19:11-21, especialmente 19:17,18 e 21).
O momento da vinda do “ladrão” é, portanto a segunda vinda do Messias descrita em Ap. 19:11-21. Uma vez que o momento do evento do “ladrão” em I Tess. 5:2-10 é parte do evento de I Tess. 4:16-18 (I Tess 5:1 claramente diz que I Tess. 5:2-10 se refere ao momento de I Tess. 4:16-18), então o “arrebatamento” de I Tess. 4:16-18 é simplesmente parte da vinda do Messias, e após a tribulação, e não antes dela.




Logo após ao Chatifá-arrebatamento ...

Para termos uma boa idéia do que é o Chatifá (arrebatamento)  descrito em 1 Tess. 4:16-17 devemos deixar as Escrituras interpretarem as próprias Escrituras. Este é um conceito na hermenêutica judaica chamado Gezerá Shavá (equivalência de expressões). Esta é a segunda das leis de Hillel. A primeira passagem que devemos comparar é I Tess. 4:16-17 com I Cor. 15:52.

Agora, Igéret harishoná laTessalunikim - 1 Tess. 4:13-17 diz:
“Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança. Porque, se cremos que Yeshua morreu e ressurgiu, assim também aos que dormem, Elohim, mediante Yeshua, os tornará a trazer juntamente com ele. Dizemos-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem. Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som do shofar de Elohim, e os que morreram no Mashiach ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.”

Agora comparemos esta passagem com Igéret harishoná laKorintim - I Cor. 15:50-55:
“Mas digo isto, irmãos, que carne e sangue não podem herdar o reino de Elohim; nem a corrupção herda a incorrupção. Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som do último shofar; porque o shofar soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrito: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu ferrão? Onde está, ó She’ol, a tua vitória?”
Certamente estas duas passagens obviamente falam do mesmo evento. A questão é que tipo de contexto I Cor. 15:50-55 dá ao arrebatamento de I Tess. 4:13-17?

1 – O evento de I Cor. 15:50-55 facilita a herança do Reino;
2 – I Cor. 15:54b cita Yeshayáhu (Isaías) 25:8;
3 – I Cor. 15:55 cita Hoshea (Oséias) 13:14.

Yeshayáhu (Isaías) 25:8 e Hoshea (Oséias) 13:14 falam claramente do início do Reino. Lidos em conjunto, I Cor. 15:50-55 coloca o arrebatamento de I Tess. 4:13-17 no contexto do início do Reino do Milênio.

Arrebatamento e a Segunda Vinda – Comparação...
I Tess. 4:13-18 e I Cor. 15:50-55 normalmente são vistos como as passagens do “arrebatamento”. Agora vamos comparar estes com tais versículos com os que são comumente aceitos como versículos da “ Segunda Vinda”.

Versos que falam da Segunda Vinda do Mashiach ...
Alguns dos versículos normalmente aceitos como sendo passagens que se referem à segunda vinda são: Daniel 7:13-14;  Mt.24:29-31; Mc.13:24-27; Ap.11:15 e 20:4-6. Nestas passagens é possível imediatamente identificar quatro elementos:

1 – O Messias aparecerá no céu de forma sobrenatural (Dan. 7:13-14; Mt. 24:30; Mc. 13:26);
2 – Haverá uma reunião sobrenatural com Ele nos céus (Mt. 24:29-31; Mc. 13:24-27);
3 – A última (a sétima de sete) trombeta é tocada por um dos sete anjos que estão perante Adonay (Ap. 8:2 e 11:15; Mt. 24:31; Is. 27:13);
4 – A (primeira) ressurreição dos justos (Ap. 20:4-6).

Versos que falam do Arrebatamento-Chatifá...
Agora vamos comparar estes quatro elementos com as passagens sobre o arrebatamento em I Tess. 4:13-18 I Cor. 15:50-55:

1 – O Messias aparecerá no céu de forma sobrenatural (I Tess. 4:16-17);
2 – Haverá uma reunião sobrenatural com Ele nos céus (I Tess. 4:17);
3 – A última (a sétima de sete) trombeta é tocada por um dos arcanjos (I Tess. 4:16; I Cor. 15:52);
4 – A (primeira) ressurreição dos justos  (I Tess. 4:16; I Cor. 15:52).

Ao comparar estes quatro elementos fica bem evidente que o “arrebatamento” de I Tess. 4:13-18 e I Cor. 15:50-55 é idêntico à segunda vinda do Messias em: Dan. 7:13-14; Mt. 24:29-31; Mc. 13:24-27; Ap. 11:15 e 20:4-6. Esta conclusão também é compartilhada por muitos comentaristas. Por exemplo, o guia da Bíblia de Halley diz o seguinte a respeito de I Tess. 4:13-18:
“(O evento de I Tess. 4:16-17) é mencionado e referido em diversos momentos em quase todos os livros do Novo Testamento. Os capítulos nos quais é explicado de forma mais plena são Mateus 24, 25; Lucas 31; I Tessalonissences 4, 5; II Pedro 3” . (o Guia da Bíblia de Halley pág. 626 sobre I Tess. 4:13-18) (vide também os comentários de Halley sobre Mt. 24:31 na pág. 447) E também no seu livro MESSIAS: Um Ponto de Vista Rabínico e Escriturístico, o autor judeu messiânico Burt Yellin escreve a respeito de I Tess. 4:16: ‘Em I Tessalonissences 4:16, Paulo nos fala a respeito do retorno do Messias: “Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som do shofar de Elohim, e os que morreram no Mashiach ressuscitarão primeiro.” Quando lemos isto juntamente com Apocalipse 11:15-17 vemos que esta ressurreição ocorrerá no tocar da sétima trombeta.’ (pág. 99)

Uma cronologia com problemas no pré-tribulacionismo...
Se considerássemos as passagens do arrebatamento de I Tess. 4:13-17 e II Cor. 15:50-55 como sendo um evento separado das passagens da “segunda vinda” de Dan. 7:13-14; Mt. 24:29-31; Mc. 13:24-27; Ap. 11:15 e 20:4-6, como o fazem os pré-tribulacionistas, teríamos grandes problemas cronológicos.

1 – Tal cronologia teria a primeira trombeta de Ap. 11:15 e Mt. 24:31 sendo tocada depois da “última trombeta” de I Tess. 4:16 e I Cor. 15:52.
2 – Tal cronologia também significaria que a ressurreição geral dos justos em I Tess. 4:16 e I Cor. 15:52 aconteceria antes da “primeira ressurreição” de Ap. 20:4-6).
3 – O evento do Chatifá (arrebatamento) é claramente algo que Mt. 24:29 diz ocorrer “imediatamente após a tribulação daqueles dias… ”

O nível Peshát e o erro teológico de Lindsey ...

Hal Lindsey, um dos maiores apologistas do arrebatamento pré-tribulacionista alega: A verdade é que nem um pós, mid, ou pré-tribulacionista pode indicar um versículo isolado que claramente diz que o arrebatamento ocorrerá antes, no meio da, ou depois da tribulação. (O Arrebatamento por Hal Lindsey p.32)
Concordamos com Lindsey que nenhum versículo sequer indica que o arrebatamento ocorreria antes da Tribulação. Contudo, Lindsey está claramente enganado quando diz que nenhuma visão pode apresentar um versículo sequer. Este artigo já demonstrou claramente que as Escrituras ensinam um Chatifá (arrebatamento)  pós-tribulacionista. Os seguintes versículos isolados indicam CLARAMENTE que o Arrebatamento ocorrerá após a tribulação:

“Porque David não subiu aos céus, mas ele próprio declara: Disse Adonay ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés.” (Atos 2:34-35 – citando Sl. 110:1) (veja também Heb. 1:13; Mt. 22:44; Mc. 12:36).

Esta passagem indica claramente que o Messias permanecerá à direita do Pai até que os seus inimigos sejam feitos seu escabelo no Reino do Milênio. Esta passagem claramente ensina que o arrebatamento não ocorrerá até após a tribulação, no início do Reino do Milênio.
“E envie Ele o Mashiach, que já dantes vos foi indicado, Yeshua, ao qual convém que o céu receba até os tempos da restauração de todas as coisas, das quais Elohim falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio.” (Atos 3:20-21 – veja também Ap. 10:7 e 11:15) Esta passagem também ensina que o Messias ficará no céu até a vinda do Reino.

“Ora, quanto à vinda de nosso Senhor Yeshua HaMashiach e à nossa reunião com ele, rogamo-vos, irmãos, que não vos movais facilmente do vosso modo de pensar, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola como enviada de nós, como se o dia do Senhor estivesse já perto. Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, o Adversário que é exaltado sobre tudo e se chama de deus e é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Elohim, apresentando-se como Elohim.” (II Tess. 2:1-4).

Esta passagem claramente ensina que o arrebatamento NÃO PODE OCORRER ANTES da revelação do anti-messias, o que só ocorrerá após o período da tribulação de sete anos (vide Mt. 24:15; Mc. 13:14 e Dan. 9:27).

Textos geralmente incompreendidos e mal interpretados...
Sem poder encontrar suporte para a sua teoria de um arrebatamento pré-tribulacionista no Peshát (sentido simples/literal) de qualquer passagem das Escrituras, os pré-tribulacionistas tentam usar interpretações Rémez (sentido alegórico) e Drásh (sentido implícito). Tal como Lindsey admite em seu livro O ARREBATAMENTO, ao dizer: “ o pré-tribulacionismo é amplamente baseado em argumentos de inferência e silêncio.” (p. 31)

A ira vindoura – outro argumento ...
Os pré-tribulacionistas tentam argumentar que a igreja não passará pela tribulação, o que eles dizem dar indícios de um arrebatamento pré-tribulacionista. Os pré-tribulacionistas argumentam que a tribulação é a “ira de Adonay” e que a igreja não sofrerá a “ira de Adonay” (Rom. 5:9; I Tess. 1:10 e 5:9-10; Jo. 5:24). Ao usar este argumento, os pré-tribulacionistas ignoram o fato de que o anti-messias, uma das maiores figuras da tribulação, é a ira do demônio (Ap. 12:12; 13:2). Eles também ignoram o fato de que o Messias nos salvará desta ira ao destruir o anti-messias em sua segunda vinda. Além disto, ignoram ainda o fato de que pelo contexto, a ira da qual o Messias nos salva é através da justificação em seu sangue para que possamos ser salvos (Rom. 5:9). Aqui, claramente a ira é o Lago de Fogo, e não a tribulação. (Jo. 5:24 usa a palavra “condenação” mas o mesmo argumento também se aplica.)

A base de Lucas 21:36. ..
Este argumento foi usado primeiramente da inventora do arrebatamento-prematuro, uma menina de 15 anos, que distorceu este versículo em sua discussão com Darby. O versículo diz “… em todo o tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que hão de acontecer, e estar em pé na presença do Filho do homem.”
Mesmo que partíssemos do pressuposto de que “todas estas coisas” se referisse à tribulação, ainda assim teríamos erros. Primeiramente, se o pré-tribulacionismo fosse correto, não seria necessário orarmos para escaparmos destas coisas. Em segundo lugar, a passagem simplesmente diz “escapar” e não “ser tirado da terra”, e muito provavelmente refere-se à sobrevivência. Porém, na realidade, “escapar de todas estas coisas” é simplesmente escapar dos pecados que poderiam fazer alguém estar em apostasia na ocasião da segunda vinda (vide como Lucas 21:34-36 fala claramente disto) e não da tribulação.

A referência de Hitgalút-Apocalipse 3:10. ..
Os pré-tribulacionistas apontam para Ap. 3:10:

“Porquanto guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para pôr à prova os que habitam sobre a terra.”

Contudo, a palavra “guardarNão significa “remover da terra”. Muito pelo contrário, a própria escolha desta palavra indica uma sobrevivência auxiliada/facilitada/garantida pelo Eterno.

Rúach hakodesh removido ?
Este argumento também foi usado pela menina de 15 anos que inventou o arrebatamento-prematuro. Este argumento insere idéias no texto, ao invés de extraí-las do texto. Neste caso, os pré-tribulacionistas supõe que o “ um” em II Tess. 2:7 é a Rúach HaKodesh (Espírito Santo). Ora, isto é uma pura suposição em todos os aspectos! Por esta leitura maluca, o anti-messias seria revelado (II Tess. 2:8) e a tribulação começaria após a “igreja” (com a Rúach HaKodesh dentro dela) ser removida em um arrebatamento pré-tribulacionista. A inventora do arrebatamento-prévio propôs esta idéia após ter uma suposta “visão” na qual ela recebeu uma “revelação” (exatamente como acontece com todas as grandes seitas), de que “e então será revelado esse iníquo” vem imediatamente após “estarão dois numa cama; um será tomado, e o outro será deixado…” (Lc. 17:34; Mt. 24:40-41). A inventora do arrebatamento-prévio ensinava que um arrebatamento-parcial ocorreria com quem estivesse “cheio do Espírito Santo”. Ela falsamente identificou o “tomado” de Lc. 17:34-35 e Mt. 24:40-41 com o “tomadode II Tess. 2:7.
O grande absurdo disto está no fato de que aqueles que são “tomados” em Lc. 17:34-35 e Mt. 24:40- 41 não tem nada de “cheios do Espírito Santo” como alega a falsa profetisa, muito pelo contrário! São comparados aos que foram “tomados” pelo dilúvio nos dias de Noach / Noé (Mt. 24:39). O problema é que as pessoas não continuam a ler o texto de Mt. 24, caso contrário veriam que esta passagem indica que os que serão “tomados”, o serão pela ira, como foi no dilúvio. Ou seja, são os iníquos que serão “tomados” e não o povo santo. Seus corpos alimentarão as aves de rapina (Lc. 17:37) na segunda vinda do Messias (Ap. 19:17-18,21).
Apesar do impedimento ser de alguma forma removido em II Tess. 2:7, não há absolutamente NADA que aponte para a remoção da Rúach HaKodesh (Espírito Santo).

A referência do Sefer Hitgalút-Apocalipse 4:1 ...
Ao não conseguirem provar seus argumentos com uma leitura literal das Escrituras, os pré-tribulacionistas tentam basear seus argumentos puramente em alegorias. Neste argumento, os pré-tribulacionistas dizem que Yochanan (João) representa a igreja e que ele está sendo “arrebatado” antes da descrição da tribulação. Além de completamente absurda, esta alegoria não tem a menor base textual, é interpretativa.

A referência de Chanoch-Enoque ...
Este argumento também é pura alegoria. É um argumento que diz que Chanoch (Enoque) foi transladado antes do dilúvio. Os pré-tribulacionistas dizem que Chanoch (Enoque) = a “igreja e o dilúvio = a tribulação. Porém tanto a Bíblia quanto o próprio livro de Chanoch (Enoque) identificam que o dilúvio representa o Dia do Julgamento e os dias que antecedem ao dilúvio (os chamados dias de Noach / Noé) representam a tribulação. Além disto, este argumento tem outro problema: Eliyáhu (Elias) também foi transladado, só que DEPOIS de sobreviver um período de tribulação (II Re. 2:9-11) dos quais 3 anos e meio são muitas vezes usados em analogia ao segundo período da tribulação de 7 anos.

Tradição e costume Judaico ...
Alguns acadêmicos messiânicos têm lutado para tentar encontrar evidências de um arrebatamento pré-tribulacionista alegórica e supostamente presente em costumes judaicos. Um deles envolve Rosh HaShanah e o Yom Kipur, outro ainda o casamento judaico. Estas são fracas tentativas de encontrar uma alegoria para algo que não tem NENHUM suporte no Peshat (sentido literal) da interpretação de qualquer passagem, o que não pode acontecer segundo o próprio Judaísmo. É bem claro que este conceito não é um conceito que tem raízes judaicas, tendo sido inventado no Cristianismo do século XIX.

O reajuntamento de Israel e o Arrebatamento do povo santo...

Para entender a verdade sobre o Chatifá (arrebatamento) é importante entender exatamente que evento é esse. O Cristianismo geralmente ensina que o Arrebatamento é da “Igreja”, mas a verdade é que o Chatifá (arrebatamento) é o reajuntamento sobrenatural de Israel na volta do Messias. Um exame sério das Escrituras deixa isso bem claro. O Tanach prevê um tempo em que HaShem reajuntará Israel “dos quatro cantos da terra(Yeshayahu- Isaías 11:12) e “das partes mais longínquas debaixo dos céus(Devarim- Deuteronômio 30:4).

A Torah diz que o Messias os “tirará” das outras nações (Devarim- Deuteronômio 30:4). A palavra “trazer” aqui no hebraico significa uma ação de força.

O juramento ao povo judeu: A reunião do povo pela mão do Messias...
O Targum Yerushalayim (tradução comentada da Torah para o aramaico) interpreta esta passagem como HaShem “vos ajuntará pela mão de Elyáhu (Elias)… e então Ele vos trará pela mão do Rei Messias.”
De acordo com os comentários do Ráshi, isto significa que eles serão arrastados através do ar pela mão do Messias para a terra. Será este evento o Chatifá (arrebatamento)?

Provas de que o Chatifá-arrebatamento se refere a Israel...
A primeira evidência de que o “trazer” em Devarim (Deuteronômio) 30:4 é justamente o Chatifá (arrebatamento) é encontrada nas palavras de Matitiyahu (Mateus) 24:31:

“E ele enviará os seus anjos com grande clangor do shofar, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.”

Este versículo também se assemelha a Mc. 13:27, e identifica aqueles que são “ajuntados” como sendo “os Eleitos”. O termo “Os Eleitos” nas Escrituras é um eufemismo, uma referência a Israel.
Encontramos o termo “Os Eleitos” se referindo à Israel nos seguintes versículos:

1 – Sefer Devarim - Dt. 7:6, 10:15 e 14:2;
2 – Yeshayáhu - Is. 41:8-9, 42:1, 43:2f, 45:4 e 65:9-22;
3 – Sefer Tehilim - Sl. 135:4;
4 – Igéret harishoná Kefa - I Pe. 2:9 = Sefer Yeshayáhu - Is. 43:20f e Sefer Devarim - Dt. 10:15;

Fica bem claro pelas 10 passagens acima que “Os Eleitos” refere-se a Israel. Em Igéret harishoná él Tessaalunikim - 1 Tess. 4:17, Paulo usa o termo “nós”, termo o qual ele costuma usar para se referir a ele e aos seus compatriotas judeus (vide Atos 17:1-4).

O shofar hagadól (a última trombeta) e Israel ...
Mais uma evidência de que o Chatifá (arrebatamento) se refere ao reajuntamento de Israel é a da trombeta.
Uma trombeta é soada no Chatifá (arrebatamento)  em I Tess. 4:16-17 e I Cor. 15:50-55, tal como em Mt 24:31 e Ap. 11:15. De acordo com o Tanach uma trombeta é também tocada no reajuntamento de Israel:

“Naquele dia ADONAY debulhará as suas espigas desde as margens do Eufrates até o ribeiro do Egito, e vocês, israelitas, serão ajuntados um a um. E naquele dia soará uma grande trombeta. Os que estavam perecendo na Assíria e os que estavam exilados virão e adorarão a ADONAY no monte santo, em Yerushalayim.”    (Yeshayáhu-Isaías 27:12-13).

Techiát hametim (A ressurreição dos mortos)...

Outra evidência que identifica o Chatifá (arrebatamento)  como sendo na realidade o reajuntamento de Israel é o da ressurreição dos mortos. O Chatifá é acompanhado pela ressurreição (vide I Tess. 4:16-17 e I Cor 15:50-55). O reajuntamento de Israel também inclui a ressurreição dos mortos, conforme visto nas passagens abaixo:

1 – Sefer Yechezkel (Ezequiel) 37:1-14;
2 – Sefer Yeshayáhu (Isaías) 25:1-12;
3 – Sefer Hoshea (Oséias) 13:9-14:9;

Na realidade, I Cor. 15:54-55 cita Yeshayáhu (Isaías) 25:8 e Hoshea (Oséias) 13:14. O uso destes versículos em I Cor. 15:54-55 é também importante por causa de sua finalidade. Como podem os pré-tribulacionistas crerem que a morte chega ao fim antes do início da Tribulação?






Os que vencem a morte plenamente...
Existe ainda, como evidência de que o Chatifá (arrebatamento)  é o reajuntamento de Israel: aqueles que são “arrebatados” em I Cor. 15:53 tornam-se imortais, mas no reinado do Milênio também haverá mortais (Yeshayáhu-Isaías 65:20). Se a igreja é arrebatada em I Cor. 15:53 e torna-se imortal, então quem são os mortais de Yeshayáhu (Isaías) 65:20?

A Reunião do povo de israel e a Brit Chadashá...
A prova final de que o Chatifá (arrebatamento) é na realidade o reajuntamento de Israel no retorno do Messias e é encontrado no texto de Matitiyahu (Mateus) 24:31 e em Mc. 13:27, o texto cita as expressões “dos quatro cantos da terra(Yeshayáhu-Isaías 11:12) e “das partes mais longínquas debaixo dos céus(Devarim-Deuteronômio 30:4) exatamente das passagens do Tanach que descrevem o reajuntamento de Israel.

O que então acontecerá?
Aqui está um resumo cronológico dos eventos descritos neste artigo:

1 – Imediatamente após a tribulação (Mt. 24:29; Mc. 13:24), o Messias aparecerá no céu (Dan. 7:13-14; Mt. 24:29-31; Mc. 13:24-27; ITess. 4:16-17).
2 – Haverá o toque da trombeta final (Ap. 8:2; Ap. 11:15; Mt. 24:31; Is. 27:13; ITess. 4:16-17; I Cor. 15:52).
3 – Haverá a ressurreição (ICor. 15:50-55; ITess. 4:16; Ap. 20:4-6; Is. 25:8; Os. 13:14; Ez. 37:1-14).
4 – Haverá o reajuntamento ao Messias nos céus (Mt. 24:29-31; Mc. 13:24-27; II Tess. 2:1;  I Tess. 4:17).
5 – Logo após isto o Messias irá em direção à Terra Prometida com muitos dos seus santos (Jd. 1:14-15;
I Tess. 3:13; Ap. 19:11-16; Zc. 14:4-5).
6 – Depois disto, é estabelecido o Grande Shabat-Reino do Milênio (Ap. 20:1-3,7).

Conclusão...

Assim entendemos com toda clareza que o Chamado Arrebatamento, o Chatifá, não pode se dar antes do período da aflição de Yaakóv-Jacó. Compreendemos que não existe dois povos, Israel e Igreja, Não!
Há um só povo, o povo eleito, o povo de Israel que é composto de judeus de sangue e de homens e mulheres de todos os povos, tribos, línguas e nações aliançados com D’us através de Yeshua o Messias e que num só momento serão recolhidos pelo Messias, nos ares, sobre o monte das oliveiras em Yerushaláim-Jerusalém no fim da Tsará Gedolá-grande tribulação.
Preparemo-nos para este dia!


Por Dr. James S. Trimm   ...   Revisado por Yossef Baruch...

.............................................................................................................................Ráv.Yossef Baruch
...............................................................................................................................................רב.יוסף ברוך

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"Se eu esquecer de ti, ó Jerusalém..."

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Refutação ao video - Ieshua NÃO É o Mashiach!

Refutação aos inimigos de Yeshua

Parashá - פרשה

שיעור - Sukót e suas riquezas...

Mensagem - דברי תנ"ך

Rosh Luciano/Mensagem ... דברי תנ"ך

Ele Vive..!!! הוא חי

Ele Vive..!!!   הוא חי
Yeshua o Messias ressuscitou!

Memórias ... זכרונות

אם אין אני לי מי לי
וכשאני לעצמי מה אני
ואם לא עכשו אימתי ... י

"Se eu não for por mim, quem será por mim?
Se eu for só por mim, o que sou eu?
E se não for agora, então quando?
Rabi Hilel - Pirkê Avot 1:14.

Sempre elevados na Tefilá-oração ...

Sempre elevados na Tefilá-oração ...
"Por essa razão, desde o dia em que o ouvimos, não deixamos de orar por vocês e de pedir que sejam cheios do pleno conhecimento da vontade de Deus, com toda a sabedoria e entendimento espiritual." (Colossenses 1:9)