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A Mulher e a Toráh

האישה והתורה
A Mulher e a Toráh






Quando o povo de Israel saiu do Egito e chegou ao Sinai com 70 nações e  Adonay chamou o povo para lhe dá a Toráh, Israel foi à única nação que assinou o contrato sem ler:  “Naassê venishmáh”  “Faremos e Ouviremos!”

“E tomou o livro da aliança e o leu aos ouvidos do povo, e eles disseram: Tudo o que Adonay tem falado faremos, e ouviremos.”           Sefer Shemot (Ex.) 24:7    

 Israel foi a única nação que aceitou  as condições de Adonay sem saber quais eram, incondicionalmente.

 Na tradição judaica quando Adonay chamava o povo de Israel dizendo 
“Casa de Jacó“, Adonay estava se referindo e se dirigindo às mulheres de Israel
  e quando chamava Israel de “filhos de Israel”  Adonay se referia aos homens.

“E irão muitas nações, e dirão: Vinde, e subamos ao monte de Adonay, e à casa do D’us de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra de Adonay.”   
                                                                                                                   Michayah hanavi (Mq.) 4:2         
A tradição diz que quando  Adonay chamou Israel para dar-lhe sua Torah , Ele chamou primeiro as mulheres e lhes perguntou se elas queriam, pois elas ficariam responsáveis de passar para os seus filhos e suas gerações a Torah , Já que os homens eram responsáveis de trazer o sustento para a família e de ir as guerras e pelejas de Adonay, sobrando assim pouco tempo para as orações e uma vida de ensinamento para seus filhos, as mulheres ficariam responsáveis não só de viver a Torah e aquilo que lhe cabia como mulher e esposa, mas também de passar para os seus filhos e os filhos dos seus filhos para que a Torah não fosse apenas lembrada mas vivida por todas as gerações de Israel, e assim a nação de Israel recebeu a Torah e Ela chegou até nós, pois as mulheres do Sinai disseram   SIM   a   ADONAY.

Vemos a importância do compromisso das mulheres com  Adonay e sua palavra, pois a

  “Mulher sabia edifica sua casa, mas a tola com suas próprias mãos a destrói.”                                                                                                      Mishley - Provérbios 14 :1

Quando a mulher se dispõe a viver o que  Adonay determinou na sua Torah, por mais que o homem ou o companheiro que ela escolheu para viver não seja um homem temente a D’us e cumpridor da sua palavra, ela tem  SIM  o poder de influência sobre a vida dos seus filhos e sobre a sua casa, por mais que a vida nestes últimos dias tenha tomado uma certa inversão de valores e posição, e muitas mulheres têm trabalhado quase igual ou muitas vezes até mais que o marido, é ela que exerce a maior influencia sobre seus filhos e até sobre seu marido.
É muito importante termos acima de tudo compromisso com  Adonay para que nossa família esteja sempre no rumo certo e juntos possamos alcançar o que  Adonay preparou para nós.


Por isso separamos este  shiur-estudo  para todas as mulheres que desejam se achegar a Adonay para conhecer mais dele e de sua palavra, seus preceitos e mandamentos, que Ele deixou para que as mulheres seguissem e assim fossem agradáveis aos seus olhos, e a maneira correta de se santificar na palavra.







 טהרת משפחה - Pureza Familiar



Quando falamos de Taharát mishpacháh “Pureza familiar” são preceitos e mandamentos que  Adonay estabeleceu dentro da Sua palavra para que um casal que aceita e vive debaixo da benção e proteção de Adonay  possa viver, buscamos aqui apenas mostrar aquilo que pela palavra nos é orientado a fazer, mas, que tem que ser observado e buscado com muita cautela e prudência pelas mulheres que ainda não tem com seu  marido  o mesmo pensamento de viver e cumprir a Torah.

A Pureza Familiar fala de procedimentos que devem ser feitos no relacionamento há dois.

“Mas a mulher, quando tiver fluxo, e o seu fluxo de sangue estiver na sua carne, estará sete dias na sua separação, e qualquer que a tocar, será imundo até à tarde.”                                                                           Sefer Vaykrá.Lv. 15:19    


Quando a mulher fica no seu período menstrual, também conhecido no meio judaico como período de  NIDÁ  ela passa por três a cinco dias de sangramento contínuo e neste período ela não pode ter relacionamento sexual com seu marido, e que durante mais sete dias após o sangramento também ela está no período de purificação, não podendo assim ter relações sexuais com seu marido.    Sefer Vaykrá.Lv. 15:19 a 24   

Isto é cientificamente comprovado, que o corpo da mulher no período menstrual se prepara para gerar vida, mas quando isso não acontece ele se contrai fazendo que aconteça o sangramento.
 A menstruação é a limpeza das paredes internas do útero, quando não há fecundação, esta limpeza é necessária para que o processo comece novamente.  
Todo o revestimento de vasos sanguíneos da parede do útero que o organismo se encarregou de preparar para receber um possível embrião se desfaz e desce pelo canal vaginal como o fluxo menstrual! E o óvulo não fecundado vai junto!
Após este período o útero teria que ter um repouso de sete dias para se recompor novamente, sem danos a sua saúde e funcionamento e melhor recuperação.

 Hoje a ciência sabe disto, mas antes quando não se tinha tanta tecnologia,  Adonay nosso D’us sabia disto e preservou este preceito para saúde da alma e do corpo da mulher,  Haleluyah!!!


מקווה  - Micvê


Agora entraremos na parte de purificação final deste período ou ciclo, após os sete dias de purificação, a mulher judia passa por um  banho ritual que chamamos no judaísmo de  micvê e também falamos Tevilát máim, onde ela depois de totalmente limpa , pois o processo de micvê não pode e não deve ser considerado como um banho comum, mas um processo de purificação, ela faz sete mergulhos totalmente despida , numa piscina , banheira ou até mesmo com um balde de água sendo derramado sobre sua cabeça, um micvê deve ter como fonte natural águas vivas, como água fresca da nascente, água da chuva ou mesmo neve derretida. 

Assim como a própria Torá é comparada à águas vivas, assim também um micvê, para ser kasher, deve ser abastecido com águas vivas coletadas de maneira especial.
 Se for feito no banheiro, não se deve pronunciar a benção, após a imersão no banheiro deve-se fazer do lado de fora a benção, pois no banheiro não se deve fazer benções.
Pronuncia-se:


ברוך אתה יי אלהינו מלך העולם אשר קדשנו במצוותיו 

וציונו על הטבילה


Baruch ata Adonay, Elohênu mélech haolam,asher Kideshánu 

bemitsvotáv vetsivvanu al hatevilá.

Bendito sejas tu Adonay, nosso D’us, Rei do universo que nos santificaste com Teus mandamentos e nos ordenaste fazer a imersão nas águas.


Na observância do micvê e na disciplina da intimidade judaica, o papel da mulher é de completo controle e responsabilidade final! Por milhares de anos, D’us tem confiado na integridade das mulheres judias, dando-lhes a impressionante responsabilidade de assegurar a santidade do relacionamento íntimo entre marido e mulher.

Toda mitsvá (mandamento) que um judeu cumpre atrai bênçãos sobre si mesmo e ao mundo inteiro, especialmente as mitsvot concernentes à intimidade judaica. Ao cumprir estas leis eternas, marido e mulher mantêm o respeito mútuo, essencial a todo bom casamento. Este é o segredo que tem evitado tantos problemas conjugais e tem edificado belas famílias judias por milhares de anos. 






Cobrir a Cabeça



Sei que o judaísmo é algo novo para muitas, que mesmo buscando servir a Hashem, não entendem alguns comportamentos, um grande exemplo disto é o de cobrir a cabeça.  Se é ou não necessário, Onde está escrito? Baseado em que se firma tal doutrina? Para quem se aplica e por quê?

Cobrir a cabeça é mais uma tradição do que uma lei. As mulheres pertencentes à correntes relativamente menos ortodoxas do judaísmo podem cobrir a cabeça apenas quando estiverem em um templo ou uma sinagoga. As mais ortodoxas quase sempre cobrem a cabeça.



Tipos


Em um local de culto, um templo ou uma sinagoga, as mulheres cobrem suas cabeças com algo pequeno, como um lenço ou um pedaço de renda “tichal’’.  As mulheres ortodoxas podem usar uma rede ou cobrir seu cabelo com um lenço ou uma peruca “sheytel”.


Significado


A Tsiniút-modéstia é a razão principal para cobrir a cabeça. As mulheres devem se vestir de maneira modesta e isso envolve cobrir a beleza natural de seu cabelo.


Devoção religiosa


Muitas judias que normalmente não cobrem suas cabeças, o fazem durante a oração. O tradição menciona que, nas culturas orientais, cobrir a cabeça é um sinal de respeito e se isso for feito durante a oração, mostra-se respeito por D’us.


Status


No judaísmo tradicional, as mulheres geralmente são vistas como separadas dos homens, mas iguais. As mulheres casadas têm um papel importante na manutenção da casa e na criação da família. Quando elas cobrem a cabeça depois do casamento, estão mostrando que têm um status novo e importante.

Para nós da Beit Miklát, no serviço em repeito ao Eterno e a corte celeste cobrimos a cabeça. Não há referencias bíblicas na Torá a respeito, porém, na Brit Chadashá, Ráv Shaul “Paulo” fala a respeito:

“Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada.
Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu... (...)
Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem.
Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem.
Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio, por causa dos anjos.
Todavia, nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, em Adonay.
Porque, como a mulher provém do homem, assim também o homem provém da mulher, mas tudo vem de D’us.
Julgai entre vós mesmos: é decente que a mulher ore a D’us descoberta?
Ou não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o homem ter cabelo crescido?
Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu.
Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem as comunidades messiânicas de D’us.”
          Coriitim Álef-I Cor. 11:5-16    

Acreditamos que respeitar a presença do Eterno e dos seus anjos durante o nosso serviço de adoração no Shabat nos eleva ao um nível mais espiritual, nos fazendo ficar mais perto de D’us e por isso aconselhamos que as mulheres cubram a cabeça em respeito a presença de Adonay.




Shabat


As mulheres, como falei no inicio, são responsáveis em passar a Torah e dar como herança aos seus filhos a mitsvah (mandamento) do shabat. Um dia dedicado ao descanso, estudo e adoração ao Eterno e a observação dos Seus mandamentos.

É dever da mulher guardar o shabat, fazer toda a preparação deste dia e santifica-lo e ensinar aos seus filhos toda a sua importância.
De acender as velas e preparar toda casa, para que este dia que o Eterno separou para toda humanidade seja honrado como um dia sagrado e festivo.






Considerações finais

É de suma importância entendermos que servir ao Eterno vai muito mais além que cumprir ordenanças, é viver com alegria o amor do Eterno para conosco e amá-lo acima de todas as coisas.
Um dos primeiros passos para nos aproximarmos de Adonai  é desejar cumprir seus mandamentos e sentirmos alegria, isso nos ajuda a alcançar dele vitórias  e muitas bençãos.

Que o Eterno nos ajude a cumprir todas as Suas ordenanças!






.......................................................................... Chaveráh  Chaná bat Saráh (Maridalva)
................................................................................................................. חברה חנה בת שרה


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4 comentários:

  1. Bênção esse estudo, no estudo que fiz em grupo falamos sobre esse assunto. Que o Eterno abençoe quem fez .

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  2. Que bom que tem sido de benção para muitos. Nos sentimos muito felizes por isso.!
    Baruch Hashem..!

    ResponderExcluir
  3. Shalom que o Eterno continue abençoando este Site

    ResponderExcluir

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