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Curso de Hebraico

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As parashiót da semana

Cada Shabat o Eterno nos traz conhecimentos profundos de sua vontade refletido na vida de nossos patriarcas, do povo de Israel nos trazendo a revelação do Mashiach.

Nossas festas e Dias solenes

Sempre reunidos para celebrar as mitsvót, os mandamentos da Toráh que o Eterno nosso D'us nos ordenou como sombras dos bens futuros. Grandes revelações nos são manifestadas que nos apontam a Yeshua nosso Rei.

O Judaísmo messiânico e o Acharít hayamim

É de suma importância observar os tempos e como devemos nos portar nesses últimos dias. Como testemunhas de Yeshua nesses tempos que nos mostram que o Templo já está as portas e o cenário mundial se prepara para o fim.

Um por Todos

Um por Todos
O Mais Extraordinário Evento


A morte do Mashiach (Messias), o Filho de D'us, é o evento mais notável de toda a história. A sua singularidade foi demonstrada de várias formas. Séculos antes que ocorresse, foi anunciada com uma plenitude incrível de detalhes por aqueles homens a quem D'us levantou no meio do povo de Israel para direcionar os Seus pensamentos de uma mais ampla e mais gloriosa revelação de Seu Filho. Os profetas descreveram o Messias prometido, não apenas como uma pessoa de alta dignidade, que realizaria milagres maravilhosos e benditos, mas também como alguém que seria “desprezado, e o mais rejeitado entre os homens” (Isaías 53:3), e cujas obras seriam encerradas por uma morte de vergonha e violência. Além disso, eles afirmaram que Ele deveria morrer, não apenas sob pena de execução humana, mas que “ao Eterno agradou moê-lo, fazendo-o enfermar” (Isaías 53:10), sim, que Eterno bradaria: “Ó espada, desperta-te contra o Meu pastor, e contra o homem que é o Meu companheiro, diz o Eterno dos Exércitos. Fere ao pastor” (Zacarias 13:7).

Os fenômenos sobrenaturais que assistiram a morte de Yeshua a distinguem claramente de todas as outras mortes. O escurecimento do sol ao meio-dia, o terremoto que fendeu em pedaços as rochas e abriu as sepulturas, os mortos que ressucitaram, e o rasgar do grosso véu do templo de alto a baixo proclamou que Aquele que estava pendurado na cruz/madeiro/estaca não era um sofredor comum.


O véu se rasgou

Assim, também, o que se seguiu a morte do Mashiach é igualmente notável. Três dias depois de Seu corpo ter sido colocado no túmulo de José de Arimateia, e o sepulcro ser seguramente selado, D'us, pelo Seu poder (Gálatas 1:1), arrebentou os grilhões da morte e fê-lo subir em triunfo da sepultura. Ele é agora vivo para sempre, tendo as chaves da morte e do inferno em Suas mãos (Apocalipse 1:18). Quarenta dias depois, depois de ter aparecido uma e outra vez em forma tangível diante de Seus amigos, Ele subiu aos Céus do meio de Seus discípulos. Dez dias depois, D'us derramou o Ruach Hakodesh (Espírito de D'us), por quem eles foram capacitados para anunciar aos homens de todas as nações, as maravilhas da morte e ressurreição de Yeshua.


Ele não está aqui

Como alguém já disse: “O efeito não foi menos surpreendente do que os meios empregados para realizá-lo. A atenção dos 'judeus e gentios' estava entusiasmada, multidões reconheceram-no como o Filho de D'us e o Messias; e uma Kehilá (congregação, comunidade) foi formada, a qual, não obstante a oposição poderosa e cruel perseguição, subsiste até o momento presente. A morte e ressureição do Mashiach foi o grande tema sobre o qual os Shlichim (Emissários) foram ordenados a anunciar, embora se soubesse de antemão que seria ofensivo a todas as classes de homens; e eles realmente fizeram deste o tema de seus discursos. ‘Porque’, disse Paulo, ‘nada me propus saber entre vós, senão a Yeshua o Messias, e este crucificado’ (1 Coríntios 2:2).
 A morte e ressurreição de Yeshua não foi apenas o tema central da pregação apostólica e o principal assunto de seus escritos, mas isso também é lembrado e celebrado nos Céus. O tema das canções dos remidos na glória é: “Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças” (Apocalipse 5:12).


 Agora, é evidente a partir de todos esses fatos que há algo peculiar na morte do Mashiach, algo que inequivocamente o separa de todas as outras mortes, e, portanto, a torna digna de nossa mais diligente, piedosa e reverente atenção e estudo. Convém-nos por tudo o que é grave, solene e salutar, ter justas concepções disso, pelo que se entende não só que devemos saber quando isso aconteceu e em que circunstâncias isso ocorreu, mas que devemos nos esforçar mais intensamente para [descobrir] qual era o projeto do Salvador em submeter-se a morrer na cruz/madeiro/estaca, por que foi que o Eterno O feriu, e exatamente o que foi realizado por meio disso. 
 Mas à medida que tentamos nos aproximar de um assunto tão importante, tão maravilhoso, mas tão indizivelmente solene, lembremo-nos de que isso pede um coração cheio de temor, bem como um senso de nossa absoluta indignidade. Tocar a própria "orla" das santidades de D'us (Jó 26:14) deve inspirar temor reverente. Mas, para obter os mais íntimos segredos de Sua Aliança, esforçar-nos para adentrar ao significado daquele momento único no calvário, que foi velado com a escuridão, exigir-nos-á a graça Divina, temor e humildade, de ensino celestial, e humilde ousadia da fé.


Quando nos lembramos de que a Expiação é o assunto mais importante que pode envolver as mentes de homens ou anjos; que não somente circunda a felicidade eterna dos servos de D'us, mas também dá ao universo a visão mais completa das perfeições do Criador; que nisso estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento, enquanto que por meio disso são reveladas as riquezas insondáveis de Mashiach; que através dela a própria Kehilá que foi comprada, está sendo feita a conhecer aos principados e potestades nos lugares celestiais, a multiforme sabedoria de D'us (Efésios 3:10), então, que supremo momento supremo deve ser este para compreendê-lo corretamente! Mas como é que o homem caído apreende essas verdades das quais o seu coração depravado é tão oposto? Muito mais é necessária iluminação por meio do Espírito de D'us se ele deseja adentrar completamente neste mais elevado mistério.

“Grande é o mistério da piedade” (1 Timóteo 3:16). Incrível além de toda a concepção finita é aquele momento que se consumou no Gólgota! Ali nós contemplamos o Príncipe da Vida (Atos 3:15) morrendo. Ali nós vimos o Senhor da Glória (1Coríntios 2:8) transformado em um espetáculo de vergonha inefável. Ali vemos o Santo de D'us (Marcos 1:24) feito pecado por Seu povo. Este é o mistério dos mistérios, que Aquele que não é outro senão Yeshua, pudesse descer tão baixo a ponto de unir a excelsa majestade com o mais baixo nível de humilhação que era possível descer.


"Eis que venho para fazer a Tua vontade” (Hebreus 10:7, 9)

"Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca." (Isaías 53:7)

Pelo Espírito, de longe, O ouvimos em ecos dizer: : "Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la" (João 10:17)


Conclusão

Como pecadores, a mente humana é limitada, impossibilitada de contemplar tão grande amor e graça demonstrados por D'us. Louvores Lhe caberiam por toda longura existente de anos.


Eis que um dia "seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta..." (1Coríntios 15:51-52) e toda queda transformar-se-á em elevação; e finalmente, na Santa Cidade, ouviremos a voz de nosso Amado, e passearemos em Seu jardim por infindos dias.

.................................................. Shemuel ben Avraham (Marcos)
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Sofrut: A arte da Escrita Bíblica

Sofrut: A arte da Escrita Bíblica



Rabi Ishmael disse (a Rabi Meir): "Meu filho, qual é a sua vocação?" Eu (Rabi Meir) respondi: "Eu sou um escriba". Ele replicou: "Meu filho, tenha cuidado em sua vocação, pois seu serviço é um serviço celestial; e você deve ter cuidado para não omitir uma única letra ou adicionar uma única letra fora do lugar, pois você acabará destruindo o mundo por inteiroA adição ou omissão de uma única letra pode mudar o significado da verdade [emêt] para a morte [mêt].
(Tratado Eruvin 13a)

Sendo essa uma das passagens mais poéticas do Talmud, ela nos transmite o grau excelso e formidável do ofício do Escriba (Sofêr).
Debrucemo-nos, então, sobre algumas peculiaridades espirituais únicas dessa exímia tarefa.

Nas entrelinhas da História da Criação, percebemos que D’us primeiramente criou as letras do alfabeto hebraico, que se inicia com a letra Álef e termina com a letra Táv, para depois criar os Céus e a Terra. Foi por intermédio destas letras que D’us criou o mundo; e, após o êxodo do Egito, no Monte Sinai, foi através das mesmas letras que Ele se pronunciou e entregou as tábuas a Moisés.

Pode-se concluir, portanto, que as letras hebraicas anteciparam a criação do mundo, pois D’us as criou para com elas criar o mundo; e também que possuem santidade, pois D’us pronunciou-Se através das mesmas.

O Ramban (Rabi Moshé ben Maimon - 1135-1204) escreve, em seu livro Mishnaiot Yadai, (no capítulo 2 da Mishná 5), que as letras hebraicas com as quais escreve-se a Torá constituem a escrita Ashuri, que é a mesma utilizada pelo Todo-Poderoso na Torá. O radical da palavra ashuri, "meushar", significa em hebraico realizado, correto ou direto. A escrita recebe, pois, o nome de Ashuri por sua importância e grandeza.

As letras são distintas e destacadas entre si. Cada uma tem um espaçamento próprio. Cada letra, além de ter nome e significado próprios, tem valor numérico e significado de acordo com a maneira como é escrita.

Álef , por exemplo, a primeira letra do alfabeto, cujo valor numérico é 1, faz alusão ao Único, Bendito Seja, e significa Líder. A letra é traçada da seguinte forma (vide foto abaixo): a letra Yód por cima (cujo valor numérico é 10), e a letra Váv, formando o corpo (com valor de 6) e outra Yód por baixo (10). Esta soma equivale a 26, valor numérico do nome de D’us, formando o Tetragrama.

Álef - primeira letra do Alfabeto Hebraico

É como se estivéssemos recebendo a seguinte mensagem: o verdadeiro líder (Aluf), é o líder número 1, o Primeiro.

Esta letra Álef (אלף), que representa o Todo-Poderoso da maneira como Ele se manifesta no mundo, se for lida de trás para frente, isto é, como se estivéssemos "virando" uma página oculta dessa palavra, forma a palavra Péle (פלא). Esta palavra significa "maravilhoso". De fato, quando buscamos o conhecimento do Santo, bendito seja, Ele nos revelará Suas Maravilhas em cada faceta da realidade.

Assim como o Álef, todas as outras letras têm uma interpretação singular. Ao juntarmos letras, formamos palavras e, ao juntarmos palavras, frases. A complexidade do significado que surge diante de nossos olhos cresce de forma espantosa. As letras hebraicas têm origem no Trono Divino, o que significa que além da forma física há uma forma espiritual para cada uma, o que influencia profundamente a criação.
Daí, então, a enorme responsabilidade de um Sofêr (escriba) ao transcrever tais letras.

Ao detalhar a escrita, desenhando-a com todos os seus pormenores, o Sofêr (escriba) atrai a santidade para as palavras. Mas isto só ocorre se transmitir pureza a suas intenções e a seus pensamentos no ato de escrever.



Um escriba em seu ofício

Com base nessas ideias, podemos responder a uma pergunta ouvida com certa frequência. Estamos no século XXI e a tecnologia gráfica evolui cada vez mais. Não seria, portanto, mais fácil, seguro e eficaz se textos tão sagrados fossem impressos, ao invés de escritos à mão? Assim estaríamos evitando eventuais erros humanos e, sem dúvida, as letras sairiam perfeitamente uniformes e talvez mais bonitas do que as letras feitas manualmente. Pode ser. Mas estaria faltando o principal: sua espiritualidade, sua conexão com o Divino e a Vida do texto.

Ao escrever, o Sofêr (escriba) injeta um sopro de vida em cada letra e, assim, atrai santidade para as palavras. Uma Mezuzá ou um Sefer Torá tornam-se assim um "texto animado", dotado de vida. Pois assim como D’us nos soprou a vida, um Sofêr "sopra" a vida nas letras através de concentração e atenção únicas no momento de seu trabalho.



Análise cuidadosa de um Rolo da Torá

O escriba tem que manter seu pensamento completamente direcionado para o texto e, antes de escrever, deve pronunciar em voz alta todas as palavras. Além disto, deve pedir também que o Nome de D’us se manifeste no mundo através do Tefilin, da Mezuzá ou do Sefer Torá. Esta transmissão de santidade e vida às letras só pode ser introduzida por um ser humano. Nenhuma máquina ou impressora tem este poder.

Esta é, pois, a razão pela qual Rabi Yishmael, como dizíamos no início do texto, advertiu Rabi Meir em relação aos cuidados com a escrita. Cada letra deve ser escrita com amor e intenção.


As leis e conceitos do Sêfer Torá, Tefilin e Mezuzá

O Sofêr (Escriba) é aquele que está apto a escrever Sifrei Torá (rolos da Torá), e todos os pergaminhos do Tefilin e Mezuzá. Por isso, também é chamado de Sofêr Sta"m, sendo Sta"m o acróstico de Sêfer Torá, Tefilin, e Mezuzá.


Fora isso, o Sofêr também deve estar apto a escrever as Cinco Meguilot (cinco rolos): Cântico dos Cânticos, Ester, Rute, Eclesiastes, Lamentações de Jeremias); os livros dos Profetas; documentos de Guitin (divórcio); e (alguns) também escrevem Ketubot (documentos de casamento).

Depois de um longo trabalho dedicado, vemos o maravilhoso resultado de um Sêfer Torá:


Rolo da Torá completo

Se entrarmos no corpo haláchico referente às leis de Sofrut (ofício de ser escriba), encontraremos também conceitos muito interessantes.

Uma das leis refere-se à tinta (Deiô - דיו) utilizada pelo Sofêr
(vide foto abaixo). Ela deve ser proveniente de produtos minerais ou vegetais (Mishnê Torá, Hilchot Tefilin Mezuzá v'Sêfer Torá 1:4). Porém, a melhor tinta é aquela completamente extraída da madeira das árvores. O Zohar em Parashát Terumá explica a importância de se tirar proveito total da madeira, por dentro e por fora. A arca onde se coloca a Torá, é revestida de madeira. A tinta com a qual se escreve o pergaminho, também é proveniente de madeira. Esta analogia nos remete ao ser humano, que pode florescer como as árvores ou apodrecer como a madeira mal tratada.




Outra lei interessante presente nestes textos refere-se ao Sirtut (שרטוט): o traçado das linhas antes de escrever as letras, deixando uma marca para alinhar as palavras (vide foto abaixo). Esta lei parece estranha, pois afirma que mesmo as palavras estando retas e na posição correta, se as linhas não foram previamente traçadas, a escrita não é válida. A lei ainda frisa a impossibilidade de traçá-las após a escrita  (Mishnê Torá, Hilchot Tefilin Mezuzá v'Sêfer Torá 7:16).


Pergaminho pronto para a Escrita Sta"m

A principal razão para isto está no livro Kedushat Levi (de Levi Yitzchak de Berditchev). Este conceito sobre as linhas é encontrado também no rosto de um ser humano e em suas mãos. Estes trazem consigo a identidade do ser humano, diferenciando cada um de nós. O mesmo acontece nas Escrituras Divinas, cujos traços revelam a essência do Todo-Poderoso, o Seu íntimo.

Conclusão

Demonstramos nesse texto, apenas de modo geral, o denominador comum entre Sêfer Torá, Tefilin e Mezuzot – a sua escrita. Juntamente com alguns significados espirituais dessa tarefa tão árdua e ao mesmo tempo tão fascinante! Verdadeiramente, uma obra de arte celeste!

.......................................................... Shemuel ben Avraham (Marcos)
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